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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Abstração

Mergulhe sem moderação!


Neste CURSO ONLINE, exploraremos uma variedade de técnicas com ênfase em encontrar o que funciona para você como artista. Também compartilharei com vocês alguns dos meus pintores abstratos favoritos e @ ajudarei a entender alguns dos conceitos por trás da pintura não representacional. Vou incentivá-l@ a tentar coisas novas como uma maneira de experimentar avanços e incentivá-l@ a trabalhar rapidamente. Ao final, você encontrará maneiras de desenvolver sua própria técnica de aplicar tinta
e compor o espaço visual.
Detalhes no menu de cursos ao lado.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Que é arte, que é beleza, que é finalidade?"

Fátima Seehagen - bico de pena

Rosário Fusco em 1952 já levava o artista a pensar quando ao mesmo tempo em que afirmava que "A beleza é a finalidade da arte", perguntava: "Que é arte, que é beleza, que é finalidade?Chega-se aí, ao meu ver, à finalidade tanto da beleza, quanto da estética e finalmente da arte.

Fátima Seehagen - aquarela

A ideia geral de beleza estética, entendida socraticamente como produto do espírito, está ligada ao bem, e sendo assim, em si e por si, é absoluta e eterna. Entretanto, o conceito histórico de estética é limitado na medida em que se agrega a uma beleza pré-determinada, pois o elemento particular de cada beleza advirá de conceitos particulares e aí teremos uma beleza sempre singular, mas com uma  finalidade múltipla.


A estética é um fenômeno de relação entre o artista e a sua obra, entre o homem e suas formações, livre de conceitualizações, pois ambos se movem, no tempo e no espaço. 


A ética, considerada aqui como estética da existência, terá todos os seus conceitos ligados definitivamente à arte e podemos mesmo dizer que será também variável de acordo com os padrões morais e de beleza de cada um. A arte por sua vez, não encontrará a sua principal razão de ser nem nas sensações que provoca nem no seu conceito. Por isto, antes de mais nada, não poderá aceitar uma estética pré determinada, perfeitamente orgânica e lógica, e por isto mesmo, para o artista, asfixiante e enceguecedora.

A criança, assim como o esquizofrênico e o artista, ao contemplarem algo novo, sentem uma renovada e desconhecida emoção. De maneira construtiva, de dentro para fora, movidos alguma vezes por impulsos, se colocam a expressar o belo, na sua maneira de ver, com uma estética totalmente particular, desenvolvendo assim o seu ponto de vista ético e social. Toda a questão estará então em não confundir a essência absoluta da arte com as suas formas que são aí particulares, relativas e transitórias: para cada sensibilidade um espaço e um tempo; em cada espaço uma sensibilidade por um tempo e a cada tempo uma sensibilidade expressa em cada espaço.

A aplicação então, da arte como recuperação do potencial ético de uma sociedade, quando esta mesma arte se presta a expressar a realidade de grupos distintos, será tanto mais louvável quanto maior for o envolvimento dos orientadores em esclarecer o processo criativo e aproveitá-lo em suas funções organizacionais de uma sociedade.

-   Criar um espaço, intimamente ligado com o seu tempo, sem dissimular realidades, mas ocupando-se delas e transformando, através da expressão do ser, o próprio ser humano. Ocupando-se dos novos conceitos gerados aí para que, no fortalecimento da estética vigente, possa-se fortalecer uma ética universal, longe de uma cultura caótica que esquece o artesanato empobrecendo o fazer artístico universal.

Como Mário de Andrade, tantas vezes citado, “eu não sei o que é belo e nem o que é arte” mas, certamente sei que é belo acreditar que através da arte podemos construir uma sociedade melhor, tanto ética como esteticamente falando.

Fátima Seehagen - aquarela

segunda-feira, 20 de março de 2017

Quero vender meu trabalho - 'Tenho que fazer uma exposição?'

Uma obra só está concluída no momento em que o público visita o espaço de exposição. 
Uma exposição é a exibição pública de objetos organizados e dispostos com o objetivo de comunicar um conceito ou uma interpretação da realidade. Pode ser de caráter permanente ou temporário, fixa ou itinerante. Considerando que um mercado depende de um produtor, um produto a ser trocado ou vendido e um consumidor interessado em adquirir ou usufruir tal produto, podemos concluir que o mercado de arte é tão remoto quanto a própria arte.

Se você está decidido a levar adiante a sua carreira, você pode maximizar suas chances de ser visto e respeitado adotando uma postura profissional e preparando o melhor pacote de divulgação que você puder.

Participar de uma exposição profissional possibilita ao artista uma das melhores maneiras de estar cara a cara com muitos observadores, admiradores e críticos, num curto período de tempo. As exposições não apenas lhe dão a oportunidade de mostrar seu trabalho e descrever sua técnica, como também criam o ambiente ideal para a análise/admiração da obra.


Se você deseja que suas atividades em uma exposição profissional tenham sucesso, precisa estabelecer alvos específicos e mensuráveis. Por exemplo:


1.   Por que estou expondo?
- Está colocando sua arte no mercado?
- Está gerando contatos adequados para vendas?

2.   Qual é sua clientela alvo?
- Investidores?
- Jornalistas especializados em arte?


3.     O que quer lucrar com a exposição?

Em termos gerais, a estrutura liberal domina o mercado artístico até nossos dias: o artista agora é um profissional livre portador de uma mercadoria e precisa, como todos os outros profissionais liberais, do mercado para sobreviver. No entanto, no decorrer dos anos, tal estrutura foi incrementada com uma série de novas instâncias que fazem o papel de mediadores e orientadores do comprador. Atualmente galerias, revistas especializadas, a crítica de arte, os curadores e os museus, são alguns dos importantes elementos intermediários entre o artista e seu público consumidor. Como tal, o mercado de arte está ligado à situação econômica geral, o que em alguns momentos gera uma extrema vulnerabilidade material para os artistas. Apesar disso, ele se configura como uma das instâncias fundamentais para o sistema moderno de circulação de arte.

O artista, desde o início da divulgação da sua obra, deve primar nos cuidados com a mesma, no sentido de valorizá-la. As GALERIAS são os espaços preferenciais para exposições de arte - um espaço dedicado exclusivamente para arte nas suas mais variadas expressões, linguagens e técnicas.

Para o artista iniciante, ter um marchand é uma boa alternativa. Estes geralmente estudaram artes, e, obrigatoriamente, devem ter um bom conhecimento sobre a disciplina, cultura e mercado. 

A função de um marchand é vender os quadros de outros artistas. Eles sabem exatamente onde cada tipo de obra terá sucesso.


 A conquista de um espaço para expor as obras, a obtenção de patrocínio e de destaque na mídia são os principais fatores que dificultam a divulgação da obra de um artista em início de produção. No entanto, para um artista ser reconhecido ele precisa mostrar seu trabalho num espaço que o legitime, e também da cobertura da mídia. Depois, sua obra não terá limites.

 leilões de arte