Como funciona?

Olá! Seja bem vindo.
Desenvolvi este blog para que você tenha acesso fácil a todos os cursos do deFatima atelier - ONLINE!
Desde 1998 todos os nossos cursos são oferecidos pela Internet e você pode Adquirir aqui no Blog e participar de qualquer lugar que esteja! Navegue pelo menu ESCOLHA O SEU CURSO e comece agora a realizar seu sonho de artista com o nosso ATENDIMENTO PERSONALIZADO!

Mostrando postagens com marcador Ferreira Gullar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ferreira Gullar. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de março de 2017

Quero vender meu trabalho - 'Tenho que fazer uma exposição?'

Uma obra só está concluída no momento em que o público visita o espaço de exposição. 
Uma exposição é a exibição pública de objetos organizados e dispostos com o objetivo de comunicar um conceito ou uma interpretação da realidade. Pode ser de caráter permanente ou temporário, fixa ou itinerante. Considerando que um mercado depende de um produtor, um produto a ser trocado ou vendido e um consumidor interessado em adquirir ou usufruir tal produto, podemos concluir que o mercado de arte é tão remoto quanto a própria arte.

Se você está decidido a levar adiante a sua carreira, você pode maximizar suas chances de ser visto e respeitado adotando uma postura profissional e preparando o melhor pacote de divulgação que você puder.

Participar de uma exposição profissional possibilita ao artista uma das melhores maneiras de estar cara a cara com muitos observadores, admiradores e críticos, num curto período de tempo. As exposições não apenas lhe dão a oportunidade de mostrar seu trabalho e descrever sua técnica, como também criam o ambiente ideal para a análise/admiração da obra.


Se você deseja que suas atividades em uma exposição profissional tenham sucesso, precisa estabelecer alvos específicos e mensuráveis. Por exemplo:


1.   Por que estou expondo?
- Está colocando sua arte no mercado?
- Está gerando contatos adequados para vendas?

2.   Qual é sua clientela alvo?
- Investidores?
- Jornalistas especializados em arte?


3.     O que quer lucrar com a exposição?

Em termos gerais, a estrutura liberal domina o mercado artístico até nossos dias: o artista agora é um profissional livre portador de uma mercadoria e precisa, como todos os outros profissionais liberais, do mercado para sobreviver. No entanto, no decorrer dos anos, tal estrutura foi incrementada com uma série de novas instâncias que fazem o papel de mediadores e orientadores do comprador. Atualmente galerias, revistas especializadas, a crítica de arte, os curadores e os museus, são alguns dos importantes elementos intermediários entre o artista e seu público consumidor. Como tal, o mercado de arte está ligado à situação econômica geral, o que em alguns momentos gera uma extrema vulnerabilidade material para os artistas. Apesar disso, ele se configura como uma das instâncias fundamentais para o sistema moderno de circulação de arte.

O artista, desde o início da divulgação da sua obra, deve primar nos cuidados com a mesma, no sentido de valorizá-la. As GALERIAS são os espaços preferenciais para exposições de arte - um espaço dedicado exclusivamente para arte nas suas mais variadas expressões, linguagens e técnicas.

Para o artista iniciante, ter um marchand é uma boa alternativa. Estes geralmente estudaram artes, e, obrigatoriamente, devem ter um bom conhecimento sobre a disciplina, cultura e mercado. 

A função de um marchand é vender os quadros de outros artistas. Eles sabem exatamente onde cada tipo de obra terá sucesso.


 A conquista de um espaço para expor as obras, a obtenção de patrocínio e de destaque na mídia são os principais fatores que dificultam a divulgação da obra de um artista em início de produção. No entanto, para um artista ser reconhecido ele precisa mostrar seu trabalho num espaço que o legitime, e também da cobertura da mídia. Depois, sua obra não terá limites.

 leilões de arte

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Uma questão abstrata.

Oscar Wilde
Oscar Wilde dizia que a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida. Será verdade?

Tão antigas como a arte, as nossas experiências em querer entender a origem do processo criativo já nos levou a exaustivas pesquisas, na maioria das vezes sem uma resposta definitiva. De onde vem a inspiração?

Em seus estudos no livro “Do espiritual na Arte”, o pintor e músico russo Wassily Kandinsky indica que a arte nasce da espiritualidade. Foi assim que o artista renunciou a representação figurativa tentando encontrar a relação absoluta entre a forma, a cor e o ânimo do contemplador.

Kandinsky


O que acontece conosco quando entramos no jogo dos intricados significados da arte? O que é verdade e o que é ficção?





O poeta e crítico de arte Ferreira Gullar assim se manifestava sobre esta transformação simbólica do mundo:

“A arte é muitas coisas. Uma das coisas que a arte é, parece, é uma transformação simbólica do mundo. Quer dizer: o artista cria um mundo outro – mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata. Naturalmente, este mundo outro que o artista cria ou inventa nasce de sua cultura, de sua experiência de vida, das idéias que ele tem na cabeça, enfim, de sua visão de mundo.”

Parecendo uma inovação dos nossos tempos, o Abstracionismo é uma tendência bastante velha na história da pintura. Abstrair-se das realidades exteriores e voltar-se para suas realidades interiores é uma constante da condição humana. Por isso mesmo, acompanhando a história da pintura, encontramos várias fases abstratas, nas quais o homem substitui as imagens da realidade objetiva por símbolos ou representações de suas realidades subjetivas. A primeira dessas manifestações de abstracionismo ocorreu ainda na Pré-História. Enquanto os pintores da pedra lascada eram figurativos realistas, reproduzindo imagens visuais, os pintores da pedra polida eram geometrizadores das formas visuais e muitas vezes totalmente abstratos – criavam formas geométricas ou não, sem relação direta com as imagens da realidade exterior.

Estudiosos explicam essa completa revolução estilística ou essa interpretação nova do mundo pelas transformações ocorridas na vida do homem pré-histórico, que passou da caça e pesca para a agricultura e pecuária. Passou, também, da crença nos poderes mágicos para a crença nos poderes anímicos. Essa tendência abstratizante percorre todo o Neolítico e vamos encontrá-la ainda nos arcaísmos artísticos dos primeiros povos históricos.




No próximo post vamos falar mais um pouco sobre a evolução do abstracionismo.
Até lá!