... a arte na mulher

"Realmente, a mulher na arte foi representada
naquelas todas maneiras em que é ou musa inspiradora, ou veículo de alegorias
(da Paz, da Justiça, da Ira, da Avareza, da Dúvida, da Guerra, da Ciência, da
Fé, da Esperança, da Caridade, da Luxúria, da Peste e até da morte) ou,
sobretudo, a atriz principal do milagroso mistério da reprodução na
maternidade”.
Mas qual
seria a posição da arte na mulher
e das potencialidades criativas
femininas?

Algum
tempo depois,
já
no século XVIII, a idade da Razão, que estranhamente também foi chamada "a
idade feminina" as mulheres conseguiram se destacar nos salões de arte
de Paris, por um breve período.
Com
o século XIX, mudanças sociais radicais, afetaram a vida das mulheres em ambos
os lados do Atlântico. Mary Cassatt e Camille Claudel transferiram
para os seus trabalhos o drama complexo
de artistas que, como mulheres se viam restritas a confinarem-se aos conceitos
impostos.
A
primeira metade do século XX viu mudanças tecnológicas, filosóficas e
artísticas muito grandes. A guerra alterara a maneira com que os povos
vivenciavam o mundo em torno deles, mas ainda são poucas as mulheres que
deixaram de ser meros modelos para serem modeladoras e, quando o
fizeram, invariavelmente, deixaram surgir, em contrapartida, a imagem de uma
heroína fria, orgulhosa
e sensual: a “femme fatale”.

Só mesmo a
própria mulher, dotada das capacidades de intuição que lhe são inerentes,
poderá redescobrir a verdadeira medida do valor tanto da mulher na arte
como da arte na mulher. Cabe-lhe, mais uma vez, a “concretização da
obra!”
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